
O
RACIONALISMO, de acordo a época, era uma manifestação do espírito humano que
colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de
questionar o mundo, abria as portas a um dom concedido por Deus. Mas ima característica
do período renascentista é que a religião não é mística nem simbólica. Outro aspecto
fundamental das obras era o privilégio dado às ações humanas. Representava-se
na reprodução de situações do cotidiano e nos traços e formas humanas
(naturalismo), dedicando-se a estudar e conhecer o homem. Esse aspecto
humanista inspirava-se em outro ponto-chave do Renascimento: o elogio às concepções
artísticas do modelo Greco-Romano.


Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e
ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida
como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e
burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde
atuavam. Neste período, era muito comum que as famílias nobres, como os Médici
e os Sforza, encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.
Ao abrir o mundo à
intervenção do homem, o Renascimento sugeriu uma mudança da posição a ser
ocupada pelo homem no mundo. Ao longo dos séculos posteriores ao Renascimento,
os valores por ele empreendidos vigoraram ainda por diversos campos da arte, da
cultura e da ciência. Graças a essa preocupação em revelar o mundo, o
Renascimento suscitou valores e questões que ainda se fizeram presentes em
outros movimentos concebidos ao logo da história ocidental.
Sandra M. Velasquez.
Nenhum comentário:
Postar um comentário